O verão de temperaturas elevadas em diversas regiões do Brasil tem levado muitas famílias a buscar lazer no litoral, e cada vez mais tutores optam por levar seus animais de estimação para acompanhar esse período de descanso. No entanto, o calor intenso exige atenção redobrada para evitar riscos à saúde dos pets, especialmente cães, que são mais expostos ao sol, à areia quente e à desidratação.
Especialistas em medicina veterinária alertam que o aumento da temperatura pode causar queimaduras nas patas dos animais, além de problemas respiratórios e quadros de hipertermia. Um dos testes mais simples para avaliar se o solo está seguro é colocar o pé descalço na areia ou no asfalto por alguns segundos. Caso o calor seja insuportável para uma pessoa, também será prejudicial para o animal, que tem a pele das patas sensível ao contato com superfícies aquecidas.
Outro cuidado essencial é evitar passeios nos horários de sol mais forte, geralmente entre o fim da manhã e o meio da tarde. Caminhadas devem ser feitas preferencialmente no início da manhã ou no final do dia, quando a temperatura está mais amena. Mesmo em praias que permitem a presença de animais, essa autorização costuma ocorrer em horários específicos, o que exige atenção às regras locais.
A hidratação constante também é fundamental durante o verão. Veterinários recomendam que os tutores levem sempre água potável para os pets, oferecendo o líquido com frequência, mesmo que o animal não demonstre sede. A ingestão inadequada de água pode provocar desidratação e agravar problemas renais, comuns em períodos de calor excessivo.
Além disso, medidas simples podem ajudar a refrescar os animais, como oferecer petiscos gelados preparados em casa com ingredientes seguros e próprios para o consumo animal. Esses cuidados contribuem para reduzir o desconforto térmico e tornam o ambiente mais agradável para os pets durante os dias quentes.
O verão também favorece a proliferação de parasitas, como pulgas e carrapatos, que encontram condições ideais para se reproduzir. Por isso, manter a proteção antiparasitária em dia é indispensável, assim como observar qualquer alteração no comportamento do animal, como apatia excessiva, respiração ofegante ou dificuldade para se locomover, sinais que indicam a necessidade de atendimento veterinário imediato.
