A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou no Supremo Tribunal Federal um pedido para que ele possa receber a visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. A solicitação foi encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, responsável por autorizar visitas que não se enquadram nas exceções legais.
Bolsonaro foi transferido para a Papuda na quinta-feira, dia 15, após permanecer custodiado por quase dois meses na Superintendência da Polícia Federal. Ele cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, conforme condenação imposta pelo Supremo Tribunal Federal por envolvimento na tentativa de ruptura institucional. Desde a mudança de unidade, o ex-presidente passou a seguir as regras do sistema prisional do Distrito Federal, que prevê maior flexibilidade de horários para visitas, embora todas dependam de autorização judicial.
Além do governador paulista, a defesa também pediu liberação para que Bolsonaro receba Diego Torres Dourado, ex-assessor de Tarcísio e irmão de Michelle Bolsonaro, e Bruno Scheid, que atua como assessor do ex-presidente. Pela decisão judicial em vigor, apenas Michelle Bolsonaro, advogados e médicos têm acesso automático, enquanto os demais visitantes precisam de aval específico do relator do caso no STF.
O último encontro entre Bolsonaro e Tarcísio ocorreu em setembro do ano passado, período em que o ex-presidente estava em prisão domiciliar após descumprimento de medidas cautelares. Naquele momento, a reunião teve caráter político e tratou do cenário eleitoral previsto para 2026, segundo informações divulgadas à época.
No complexo da Papuda, as visitas podem ocorrer em ambientes internos ou externos, com três opções de horário, das 8h às 10h, das 11h às 13h ou das 14h às 16h, sempre às quartas e quintas-feiras. As regras são mais amplas do que as aplicadas anteriormente na Superintendência da Polícia Federal, onde os encontros eram restritos a dois dias da semana e a um curto período da manhã.
Até agora, não há prazo definido para a análise do pedido, e a decisão sobre a liberação das visitas ficará exclusivamente a cargo do ministro Alexandre de Moraes.
